Notícias dos Campi


Para os estudantes de jornalismo, ‘Webwriting’ significa “escrever para a web”. Esta técnica pode ser um grande diferencial e abrir portas para novos mercados.

Ela consiste em programar a elaboração de textos jornalísticos especificamente para as mídias digitais, através de um conjunto de características próprias da linguagem da Internet.
O Webwriting valoriza a transmissão da mensagem através de um lead com conteúdo na íntegra e, ainda assim, de fácil leitura e adaptado a agilidade do meio.

Mesmo com a chuva e o frio da noite desta última quarta-feira, dia 9, os alunos e professores do campus Tijuca e demais campi lotaram a palestra do professor e reitor Candido Mendes, que tinha como tema a “Democracia Profunda”.

Fernanda Silva     

O tema ‘violência’ tão batido, surrado, golpeado, massacrado e espremido até a última gota de sangue pela mídia é como uma pessoa na mão de um serial killer. Ambos medem suas ações através do ibope. O assassino se satisfaz ao assistir a polícia se contorcer tentando findar o caso e pegá-lo. A mídia, por outro lado, vale-se da vendagem ou audiência.

Buscando a exaustiva exposição que se pretende esconder, assistimos meses a fio o tema violência sobreviver – naquele estágio da vítima do killer, que ensangüentada, rasteja pelo chão tentando fugir – por meio de duradouras suítes desenvolvidas no case da “bola da vez”.

A “bola” foi o menino João Hélio (que SIM!) brutalmente assassinado foi “fato noticioso” suficiente para valer repercussão. Vender jornal graças a tamanha tragédia, porém, já é escárnio. Responsabilidade social é terminar de pisar no cadáver? Ética é rolá-lo ladeira abaixo?

Não vale divulgar. O importante é espetacularizar a informação e, conseqüentemente, transmitir opiniões que qualquer pessoa poderá usar como argumento numa conversa de bar. Mas e os leitores como ficam nessa enxurrada? Além de dizerem que preferem pular a Editoria Cidades ou desligar a televisão, lotam (IN)conscientes as não menos espetaculares formas de defesa da sociedade civil: as passeatas na zona sul – com direito, medido numa alta probabilidade, à inserção dos melhores momentos numa novela do horário nobre.

Não acredito que devamos ficar de mãos atadas. Agora, fazer do caso  João Hélio um boom de vendas e depois relegá-lo ao esquecimento como tantos outros “Hélios” é apoiar, sem uma verdadeira discussão, o mise en cene midiático.
Assim, para você que gosta de estatísticas e é adepto do “eu só acredito vendo”, procure verificar a repercussão hoje do caso do menino e dos sub-temas que vieram a reboque. Após passado o frenesi da “cobertura como ela é” – a bola já é outra e o caso fica delegado aos articulistas, aos achismos travestidos de técnica ou apenas uma nota escondida ou pelada.

Como o filósofo  Guy Debord avaliou “o espetáculo organiza com habilidade a ignorância do que acontece e, logo a seguir, o esquecimento do que, apesar de tudo, conseguiu ser conhecido”.

“Não basta ser favorito, tem que ganhar…”. Esta frase que já se tornou slogan em campanhas publicitária retrata todo o movimento da torcida arco-íris do Rio de Janeiro, que representada por cronistas esportivos, comentaristas de platão, comunicadores e repórteres apontavam o Botafogo de Futebol e Regatas, por tanto acostumado a tirar água do porão, o virtual favorito para ser o campeão Carioca de 2007.
” ..vai dar fogão”; “Botafogo é mais time”; “O Flamengo deixou o título no Uruguai”; ….
Pois é profissionais torcedores de Vasco, principalmente – nosso eterno vice, tricolores – que continuam devendo para sua própria torcida e pasmem, botafoguenses – aqueles de vez em quando, só aparecem quando o time está na frente, por que ontem no maracanã, nem apareceram.
Você acredita em premonição? Os botafoguenses sim. Já sabiam que o mengão seria o campeão e nem apareceram por lá. Afinal, R$ 40 pratas para ver o FLA dar a volta olímpica? Não, vamos ver pela Tv, e se der a lógica, ficamos quietinhos no conforto e na segurança do lar.
Pois é deu a lógica. Em decisão o Flamengão é mais time. A camisa pesa e a torcida comparece, em massa, para empurrar o time rumo as vitórias.
Parabéns torcida Rubro-Negra.
Raça contra o Defensores do Uruguai, na quarta.
Mennnnnnnnnnnngoooooooooooooooo.
É campeão………….

Prof. Larosa